CORDEL
Cordel: eco dos povos
A Aliança Francesa proporá uma exposição imersiva de Dorothée Selz e workshops bilingues de criação, declamação e musicalização de cordel animados por Sophie Foray, explorando as pontes entre a poesia popular brasileira, as tradições francesas e o diálogo plurilíngue.
Empreinte
Se o Lycée International Français Molière do Rio de Janeiro é uma escola aberta ao mundo, ele não se esquece de suas duas raízes: o Brasil e a França, a França e o Brasil. Fiel à sua dupla cultura, o colégio faz questão de homenageá-las conjuntamente sempre que possível. Seja por meio do ensino, seja por eventos como a "Semana das Artes", realizada ano após ano.
Em 2024, o elo entre as culturas brasileira e francesa foi reforçado por uma nova iniciativa: uma residência artística. Nascido da vontade dos professores de Literatura e Língua Francesa de dar vida à literatura e à língua francesa de forma diferente, esse projeto pedagógico previu o encontro com um artista plástico. Integrado a uma temática transversal e multidisciplinar, que dá origem a múltiplos microprojetos, um artista é convidado, por uma semana, a compartilhar seu universo com os alunos e a criar com eles uma obra in situ.
Foi o caso do francês Ced Vernay em 2024, que viveu quase dez anos no Brasil. E será o caso do brasileiro Hal Wildson em agosto de 2025. Com Hal Wildson, os cerca de 500 alunos envolvidos — do ensino fundamental ao ensino médio — irão refletir sobre a noção de “Impressões”, que está no cerne da obra do artista. A partir das orientações pedagógicas dos professores participantes, essa noção será explorada em todas as suas dimensões — artística, étnica, social, histórica, genética, ambiental, acústica... — e será vivenciada artisticamente sob a direção de Hal Wildson. Ele convidará os alunos a refletir sobre sua relação com o outro, com o mundo, com o Brasil, consigo mesmos, com suas raízes — quaisquer que sejam —, com sua cultura, necessariamente franco-brasileira enquanto alunos do Lycée Molière, mas não exclusivamente, pois são cidadãos do mundo, assim como Hal Wildson, assim como todos nós, na verdade.
Durante uma semana, portanto, o colégio viverá ao ritmo das impressões, promovendo o intercâmbio entre culturas, a começar pelas do Brasil e da França.
Agroecologia no Sertão
A exposição parte de uma HQ de mediação científica sobre agroecologia no Sertão mineiro baseada numa pesquisa etnográfica. A partir do universo gráfico do livro Sertão. Agroecologia, fé e resistência (Nemo, 2025), a cenografia conta com três espaços interligados e em dialogo, chamado o "carousel das narrativas". O visitante descobre assim três formas de "fabricar narrativas": a agroecologia no Brasil como visão do mundo e de uma alimentação saudável; as etapas da escrita antropológica a partir dos dados de campo sobre a agroecologia; e por fim, as fases da construção de quadrinhos a partir de dados científicos. A intenção é de levar o público a pensar a dimensão simbólica de todo modelo de produção agrícola, e também de se tornar mais familiar das ciências sociais que estudem essas visões do mundo, e das novas formas artísticas e mídias que permitem levar no espaço público esses resultados científicos, sendo acessíveis pelos mais jovens como pelos adultos.
BD Encontra a HQ | Gibiteca de Curitiba
O Projeto BD Encontra HQ celebra o intercâmbio artístico de artistas brasileiros em franceses na programação da 8ª Bienal de Quadrinhos de Curitiba. A delegação de autores, editores, curadores e agentes participam de debates, palestras, rodada de negócios, exposições e residência artística.
BD Encontra a HQ | Museu Oscar Niemeyer
O Projeto BD Encontra HQ celebra o intercâmbio artístico de artistas brasileiros em franceses na programação da 8ª Bienal de Quadrinhos de Curitiba. A delegação de autores, editores, curadores e agentes participam de debates, palestras, rodada de negócios, exposições e residência artística.
Flip - Festa Literária Internacional de Paraty
Mesa 3 - Tristes Tramas
Com Neige Sinno e Anabela Mota Ribeiro
Mediação: Rita Palmeira
A partir de prosas estonteantes, o reconhecimento de um lugar de dor e de transformação de que só as mulheres são capazes, para produzir a partir daí liberdade, desejo, escolha e autonomia.
Quinta. 31/7/2025. 12h
Mesa 7 – Pequenos países, grandes movimentos
Com Gaël Faye e GauZ’
Mediação: Adriana Ferreira Silva
Do Burundi e da Costa do Marfim à França, dois autores que encarnam o tema da imigração com tudo que ele mobiliza: a nostalgia, o encontro com o inesperado, a adaptação e, sobretudo, a construção de uma identidade no movimento.
Quinta. 31/7/2025. 21h
Com Gaël Faye, no país da expressão
Encontro literário (FlipZona) com Gaël Faye + Coletivo FlipZona
Sábado. 2/8/2025. 17h
Para compreender (quase) tudo sobre o clima
Enquanto a realidade do aquecimento global se torna cada vez mais palpável, nas redes sociais uma enxurrada de fake news é propagada por negacionistas. A urgência da questão climática, bem como a necessidade de oferecer respostas precisas a um público amplo, levaram o Instituto Nacional das Ciências do Universo, vinculado ao Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS) francês a reunir um comunicador científico acostumado com os mecanismos da web; uma mediadora especialista em síntese gráfica; e diversos especialistas das ciências naturais e ciências do clima a criar uma publicação sobre o tema com uma linguagem acessível e envolvente para diversos públicos.
Publicado originalmente em francês, Para entender (quase) tudo sobre o clima chega ao Brasil pelas Edições Sesc São Paulo. Com organização de Anne Brès, BonPote (Thomas Wagner) e Claire Marc, a publicação conta com dezenove capítulos, ou perguntas, em formato ilustrado, e parte do método científico e de modelos climáticos testados e aprovados – ou seja, noções que ajudam a compreender como se dá o consenso entre os pesquisadores – para elucidar os fenômenos, fomentando a discussão sobre o risco das mudanças abruptas, além de desvendar ligações entre acontecimentos extremos e pontuais e as alterações climáticas.
Trocas literárias: corpos & escritos TRANSatlânticos
A dinâmica das Trocas Literárias se estabelece a partir do compartilhamento de correspondência eletrônica entre quatro escritoras, sendo duas brasileiras e duas francesas. No início, cada participante faz uma breve descrição escrita de si, de como se vê, de como entende seu cotidiano e seus atravessamentos pelo mundo. A partir daí, inicia-se uma troca de correspondências entre cada uma delas e duas interlocutoras, em uma troca de missivas eletrônicas que se estende por dez meses e que, posteriormente, será levada a público.
Cotidianos, experiências, acontecimentos. O que a correspondência entre essas escritoras pode revelar do lugar que ocupam e dos contextos em que atuam, mesmo sem se conhecer pessoalmente? O que quatro pessoas, que registram e relatam como seus corpos e outros corpos podem ocupar lugares não previstos socialmente, podem partilhar por meio da escrita? Que relações ali se estabelecem?
FLUP (Festa Literária das Periferias) recebe a França Periférica: Escrevivências do Caribe
A Flup é uma das festas literárias mais importantes do Brasil, atuando há mais de uma década para levar literatura às periferias do Rio de Janeiro, como Morro dos Prazeres, Vigário Geral, Mangueira e Cidade de Deus, além de realizar edições em espaços culturais como o Museu de Arte do Rio e o Circo Voador. O festival valoriza e celebra vozes negras e periféricas com a presença de escritores e artistas nacionais e internacionais renomados.
A FLUP recebe uma importante delegação de autores, pensadores e artistas franceses da Martinica e de Guadalupe, assim como da África, em parceria com o festival literário Etonnants Voyageurs de St Malo, l’Institut Tout-Monde (Martinica), ETC Caraïbes (Martinica) e o festival Monde en vues da Guadalupe.
Já está confirmado para a Flup, em novembro, um time de peso da intelectualidade francófona, com mais de 40 atores das Antilhas convidados para essa edição. Entre eles, nomes como Bonaventure Ndikung, curador e pensador; Mame Fatou Niang, voz potente nos estudos raciais e de gênero; Felwine Sarr, economista e filósofo da descolonização; Patrick Chamoiseau, ícone literário caribenho; Malcom Ferdinand, ecoativista e teórico da justiça climática; Yanick Lahens, escritora haitiana de prosa urgente; e Maboula Soumahoro, estudiosa afrodiaspórica.
Datas: 17 até 23 de novembro e 27 até 30 de novembro




