COISAS VIVAS
Data(s)
18/09/2025
Cidade
Curitiba
Museu Paranaense - R. Kellers, 289 - São Francisco, Curitiba - PR, 80410-100
Disciplinas

Evento multidiscilplinar "COISAS VIVAS": Mesa de conversa entre Maya Mihindou, Blick Bassy e Diambe, com mediação de Renato Menezes + performance musical de Blick Bassy + abertura de exposição de Diambe e Ayrson Heráclito
Como parte da programação France-Brésil 2025 e em parceria com o festival Agir pour le vivant, propomos a realização de um evento híbrido no Museu Paranaense, em Curitiba, que articule práticas artísticas e ativismos em torno da ideia de uma ecologia da libertação. Essa noção compreende os desafios ecológicos como intrinsecamente ligadas às dimensões antirracistas, descoloniais e emancipatórias, permitindo imaginar novas alianças e solidariedades a partir das artes, da memória e da escuta.
A atividade terá como ponto de partida uma exposição de pequeno formato, reunindo obras de dois artistas brasileiros — Diambe e Ayrson Heráclito — cujas pesquisas atravessam territórios, temporalidades e cosmologias diversas, com ênfase em perspectivas afro-diaspóricas que desafiem os paradigmas ocidentais dominantes. Essa seleção de obras atuará como estímulo visual e conceitual para os desdobramentos do evento. Propomos a realização de uma mesa de conversa com foco nas relações entre ecologia e estruturas sociorraciais, sejam estas manifestadas em narrativas ambientais ou artísticas, com mediação do curador Renato Menezes, atualmente vinculado à Pinacoteca de São Paulo.
Entre os nomes convidados para compor a mesa, destacam-se a artista e jornalista franco-gabonesa Maya Mihindou e o músico e ativista camaronês Blick Bassy, cujas trajetórias dialogam diretamente com os eixos curatoriais da exposição e com o conceito de Ecology of Liberation. Encerrando a programação, propomos uma breve apresentação musical de Blick Bassy, cuja obra propõe intersecções entre ancestralidade, ativismo e sonoridades transatlânticas. A presença do artista amplia o escopo poético e político da proposta, conectando práticas artísticas e memórias que atravessam os dois lados do Atlântico.



