KALIGULA

Um jovem imperador chamado Kaligula, ao ascender a um poder sem limites, o utiliza sem limites para renovar o mundo — e, talvez, assim salvá-lo de seu próprio excesso.
New Babylon, 2048. Um jovem imperador que ascende a um poder sem limites o utiliza sem limites para salvar seu mundo.
Inspirado pelas mitologias africanas e caribenhas — à semelhança de obras como Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley) ou 1984 (George Orwell) —, o universo distópico de Kaligula questiona o destino da Terra, ao expor as tendências totalitárias e cataclísmicas de uma racionalidade econômica e tecnológica que persegue seus próprios fins em detrimento da vida — e de seu próprio sentido.
À luz dessa “visão profética do passado” (Édouard Glissant), a ação da peça de Camus ambientada na Roma Antiga é transposta para um espaço-tempo ao mesmo tempo passado e futuro. A retomada da questão camusiana do absurdo é, aqui, fertilizada por um contexto contemporâneo marcado pelo fantasma do colapso e pela dificuldade de imaginar futuros alternativos.



