Natureza Água

Data(s)

14/10/2025
a
25/11/2025

Cidade

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O projeto se desdobra em um espetáculo em três atos, composto pelas peças Cascades, de Franck Vigroux e Antoine Schmitt, e Zones Critiques, de Fernando Velacquez, além de uma breve criação conjunta a ser elaborada previamente à turnê, a partir de um diálogo em torno de suas pesquisas estéticas e formais.

Os artistas atuam no campo das artes digitais, da performance audiovisual e do concerto. A narrativa que constitui a espinha dorsal de suas obras aborda, de modo poético e sensível, os grandes temas contemporâneos de ordem ecológica e climática.

Na obra « Cascades », as quedas d’água de pixels podem ser compreendidas como uma reflexão alegórica acerca da importância dos fluxos da água para a vida na Terra. Inspirada nas pinturas tradicionais de cascatas, que simbolizam a dialética entre transformação e imutabilidade, a performance explora as contínuas metamorfoses dos fluxos de pixels e sons, que escoam sempre, mas de formas sempre distintas: da catarata diluviana ao fio d’água da estiagem, do fluxo jubiloso aos remoinhos coléricos, seja por lentas transformações, seja por rupturas catastróficas. Como as cascatas, o tempo corre incessantemente e assume múltiplas formas. Em nossa época, em que o tempo parece acelerar, torna-se fundamental refletir sobre as dinâmicas da água na Terra e sobre a necessidade de respeito e preservação.

A obra « Zones Critiques » inspira-se nesse conceito científico que ressalta a importância vital da fina camada do subsolo terrestre, hoje confrontada por graves desequilíbrios que ameaçam o futuro da humanidade. Essa reflexão se materializa em 11 sequências audiovisuais generativas, nas quais surgem seres híbridos, figuras inexistentes, esculturas greco-romanas, máscaras africanas, Vênus paleolíticas e vozes geradas por inteligência artificial, evocando uma multiplicidade de formas, forças e escalas: dos oceanos aos terremotos, passando pelo micélio e pela atividade humana.

« Zones Critiques » busca evidenciar que o mundo digital coexiste com os vestígios de uma estrutura material invisível a olho nu: a própria materialidade da Terra. Os computadores são constituídos de silício, ouro, prata, cobre, ferro, estanho, níquel, cobalto — até mesmo de restos de dinossauros.

 

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